No começo, do nada total e absoluto, o Criador produziu uma substância tão fina que não tinha corporeidade, mas essa substância sem substância, poderia assumir uma forma. Esta foi a única criação física. Agora, esta criação era um ponto muito pequeno e, a partir disso, todas as coisas que já foram ou serão formadas ... Se você merecer e entender o segredo da primeira palavra, bereshit - בראשית, você saberá por que a tradução de Jerusalém é "Com sabedoria, Deus criou os céus e à terra". Mas nosso conhecimento disso é menos que uma gota no vasto oceano.
- Rabi Moshe ben Nachman, ou Nachmánides,, Comentário ao Gênesis -
Desde sua primeira tradução para o latim, feita por Jerônimo no final do século IV DC, como também para a língua inglesa, a palavra bereshit - בראשית tem sido mal traduzida. Jonh Wyclif, por volta de 1380 questionou: Qual o problema dessas traduções? O problema, é que a tradução apresentada até então para bereshit - בראשית, foi traduzida como "No princípio". Se este fosse, de fato, o significado exato, a vocalização desta palavra teria uma forma diferente, com um qamatz embaixo da letra hebraica Bet, formando a palavra bareshit. Portanto, é bereshit - בראשית e o que temos sh'va embaixo da letra hebraica Bet. O sinal vocálico sh'va, usado, indica um artigo indefinido, enquanto o qamatz demonstra um artigo definido, dessa forma, a palavra poderia significar "Em um começo". Desde os tempos medievais, a dificuldade de traduzir esta palavra foi reconhecida e atraiu a atenção de muitos mestres rabinos, como Ibn Ezra e Rashi, cada um, de seu ponto de vista, articularam uma explicação de que a palavra não se refere ao início absoluto de tudo. Entretanto, deve ser compreendida como uma declaração sobre quando Deus voltou a Sua atenção para este plano existencial. Tanto um, como outro, os mestres rabinos fizeram uso da análise gramatical para demonstrar que o verso de Gênesis 1:1, serviu como uma cláusula preposicional e deveria ser lida como: "Quando Deus começou a criar...". Pode-se argumentar que o registro dos textos em hebraico não possuem vogais. Portanto, como é possível saber com certeza, a forma correta da pronúncia da palavra bereshit - בראשית? Essa certeza, veio através dos Masoretas, que no século VII DC, iniciaram um trabalho de padronização dos textos bíblicos e adicionaram sinais vocálicos. Baseando-se em tradições orais de mais de mil anos de extensão. Existe também, outras razões que sustentam o trabalho dos Masoretas e garante que a vocalização está correta. O fato é que, há indicação do reconhecimento pelos mestres dos tempos pré-talmúdicos, que, de fato, existe alguma ambiguidade quanto à compreensão do primeiro verso bíblico. Por exemplo: No livro de Provérbios 8:22-27, os mestres rabinos apontaram algumas palavras:
22 - O SENHOR me possui como fundamento do Seu Caminho, antes mesmo do princípio das Suas obras mais antigas; 23 - fui formada desde a eternidade, desde a origem de tudo, antes de existir à terra. 24 - Nasci quando ainda nem havia abismos, quando não existiam fontes carregadas de água; 25 - antes de serem estabelecidos os montes e de se formarem as colinas, eu já existia. 26 - Ele ainda não havia formado à terra, tampouco os campos, ou as partículas de poeira com as quais fez o mundo. 27 - Quando Ele estabeleceu os céus, lá estava Eu; quando delineou o horizonte sobre a superfície do abismo,
Observe! Quem já estava presente na "criação"? A Sabedoria! Como uma espécie de força da natureza, a Sabedoria foi reconhecida por todas as culturas do antigo Oriente. Observamos que, em várias traduções da Bíblia, iniciando pela tradução AC - Aramaico do Primeiro Século, até Targums, traduzem a palavra bereshit - בראשית, como "sabedoria".
Com sabedoria, Deus criou e aperfeiçoou os céus e à terra.
No início, com sabedoria, Deus criou ...
- Jerusalém Targumim -
Baseados em evidências, que são considerados pelos estudiosos, os Targums são fundamentados em tradições de traduções de centenas de anos anteriores, mesmo antes de o aramaico suplantar por completo o hebraico como língua utilizada pelos judeus no dia a dia. Philo, no primeiro século DC, salientou que a Sabedoria possui diversos sinônimo, inclusive "Imagem", "Aparência de Deus" e Princípio. Dito isso, se lermos Gênesis 1:1 como, "Em um começo, Deus criou os céus e à terra", não considerando as ideias esotéricas sobre os universos paralelos, universos oscilantes, sendo este último, que envolvem múltiplas explosões, multiversos e universos fractais; o que esta expressão quer nos dizer sobre o bíblico processo da criação? Quais são as outras criações? Observamos, que o relato bíblico de Gênesis 1:1 usa, ainda, a palavra bara - ברא - "criada". Esta palavra é utilizada nos textos bíblicos, cinco vezes: uma vez em Gênesis 1:1, novamente em Gênesis 1:21, utilizada para os animeis com nefesh, e três vezes em Gênesis 1:27, para os humanos com neshama. Identifica isso, que a Torah indica que, uma vez criados os "Céus e à Terra", isso capacitou o universo de formar tudo o mais, por sua própria conta. Uma vez iniciada a criação, não havia necessidade de nenhuma criação mais, exceto, para os animais e para os seres humanos, por causa da vida e da alma que os mesmos possuíam. O Tanakh atribui outras criações a Deus. O profeta Isaías 45:7 escreve: "Eu formo a luz e crio as trevas; faço a paz e crio o mal; Eu, Yahweh, faço absolutamente tudo!". É impressionante esta afirmação! Afirma o processo contínuo que é a criação. No momento das benção antes da Sh'ma, lê-se: "... em Seu Deus, dia após dia, Você renova a criação". A história descrita em Gênesis 1:1, somente descreve a criação que introduz à imagem de Adão. E o que dizer do mundo de Adão povoado por outras pessoas? Como por exemplo, a esposa de Caim e seus parentes. Haveria uma outra criação acontecendo? Transparece que a esposa de Caim, residia neste planeta e estava inclusa em uma criação separada. Notável citar que há uma midrash, na qual se cita uma especulação que na grande inundação, nos tempos de Noé, havia muitas criações anteriores e isso vem em apoio da ideia de "Em um princípio...".
Rabi Abbahu disse: "O Todo-Poderoso criou muitos mundos e destruiu-os ... até o nosso mundo presente ser formado".
- Bereshit Rabba 9:2 -
Se bereshit - בראשית significa "Em um começo", devemos estudar profundamente como nosso início particular surgiu e suas implicações, e para onde aponta no que pode vir em seguida. O físico e talmúdico Gerald Schroeder cita em seus livros, Genesis and the Big Bang; The Discovery Of Harmony Between Modern Science and the Bible; The Science of God; The Hidden Face of God: Science Reveals the Ultimate Truth, nos quais ele demonstra que a criação divina não parou, ainda estamos enredados no "princípio" da criação. O relato bíblico dos primeiros seis dias após a criação do universo, em Gênesis, Schroeder afirma que, poderia ser entendida como uma interpretação sacerdotal dos fatos em que se seguiram, após o Big Bang. É um fato que, os sacerdotes não possuíam o conceito de tempo, desde a criação do universo. Eles estavam, sem dúvida alguma, cientes de que os cientistas da Babilônia possuíam literaturas das quais os sacerdotes judeus, durante o período do exílio, tinham acesso livremente, e nestas literaturas havia registros de que o mundo possuía a idade de 60.000 hà 1.000.000 anos. Entretanto, o Gênesis 1:1, não foi escrito como um documento com a contagem exata da idade do mundo, mas para estabelecer dois objetivos, ou seja, que o mundo e tudo que nele há, são e estão sob o domínio de Deus e para preparar o cenário para que Deus estabelecesse o dia de Sábado. E se a descrição dos sacerdotes judeus, tivesse como pretensão, ser uma descrição científica? Devemos nos lembrar que, o nível do desenvolvimento humano daquela época, era de judeus no meio do primeiro milênio AC, e que com certeza não tinham entendimento da ciência daquela era. Porém, ainda que pudessem ter algum conhecimento da cosmologia elementar, podemos constatar que eles, os sacerdotes judeus, fizeram um relato supreendentemente próximo da verdade. É obvio que o relato da criação é bem abstrata, usando um vocabulário bem impreciso. Entretanto, muitos dos conceitos da criação, somente foram desenvolvidos durante o século XX DC, mas a descrição da criação é muito próxima daquilo que temos como uma descrição moderna e de aceitação comum. O elemento água é um exemplo, de um desses conceitos. Um plasma consistia no universo inicialmente e as três formas de existência da matéria, ou seja, energia, matéria e plasma, não foi desenvolvido até o século XX. Porém, a água é uma razoável imagem do conceito de plasma. Uma abstração, é a frase: "... os céus e à terra...", uma figura literária chamada "merismo", cujo o significado abrange um conceito global. Esta frase, contém a descrição de todo o universo, tendo em vista que, para os judeus do século IV AC, os céus e à terra eram todo o universo conhecido. Um outro conceito de Gênesis é o Tempo. Em Gênesis 1:1, relata que Deus supervisionou a formação do universo durante seis dias e no sétimo dia descansou. Há alguma indicação de que se possa afirmar, que estes dias eram dias de 24 horas? Ou são uma abstração? Os mestres rabinos afirmam que sim, estes dias relatados em Gênesis, são dias de 24 horas. Porém, se levarmos em consideração o Salmos 90:4, que diz: "Verdadeiramente, mil anos aos teus olhos, são como o dia de ontem, que já passou, e como as poucas horas das primeiras vigílias da noite.". Rabi Moshe ben Nachman, ou Nachmánides, contrariando escreveu, "esses primeiros seis dias de 24 horas, continham em si todas as idades e todos os segredos do mundo". De forma impressionante, o raciocínio conflitante dos mestres rabinos, encontra apoio na física moderna, com referência hà contagem de tempo de Gênesis 1. A compreensão deste enigma, é ter em conta a forma como o tempo passa. Segundo Einstein, o tempo é relativo. Levando-se em conta que, o tempo é retardado quando sofre os efeitos de um sistema de alta velocidade ou de alta gravidade, isso tudo em relação a um observador externo ao sistema em questão. O tempo, é normal para um observador e sua biologia, quando ele é participante de um sistema local. Porém, há outro fator além da gravidade e da velocidade que afeta a passagem do tempo, este fator é o alongamento do espaço. Foi a partir de um pequeno volume, a singularidade, que se iniciou o universo. A expansão desta singularidade ocorreu, não no universo, mas se tornou o universo, composto de toda a energia e matéria contidas em seus limites. Entretanto, fora desses limites estava o incognoscível, ou o estado negativo da consciência. Em uma tremenda velocidade, a acomodação de todo o material em expansão da singularidade, exigiu do próprio universo a sua expansão, resultando disso, o abrandamento da passagem do tempo, medido a partir da singularidade inicial. Mas, qual a relevância desta questão em relação ao Gênesis 1? É essencial, para o significado do conteúdo do capítulo e prova consistente, que aponta a verdadeira literalidade de Gênesis 1. A idade do universo é apontada pelos cosmólogos, algo em torno de 14 a 15 bilhões de anos. Schroeder* demonstra que, pela dilatação do tempo relativista, os segundos contidos nos seis dias da criação, contados a partir da singularidade inicial e tendo como referência o espaço-tempo de Deus, encontra-se a equivalência ao mesmo número de anos contabilizados, a partir da singularidade no espaço-tempo de referência terrena. Determinando desta forma, que para cada dia, dos seis primeiros dias do universo, tendo como referência o espaço-tempo divino, corresponde ao tempo de duração dos primeiros 15 bilhões de anos do espaço-tempo terreno. A correlação entre o que acontece em todos os dias do que é relatado em Gênesis 1, foi o que aconteceu em cada era geológica. De acordo com a compreensão atual da cosmologia, paleontologia, termodinâmica e geologia, é, segundo Schroeder, extraordinário**. Portanto, se seguirmos o raciocínio matemático, ao final do sexto dia, são calculados 68 milhões de anos, contados a partir da criação de Adão, fato ocorrido hà 5778 anos atrás, já estamos no Shabat. Em um cálculo rápido, temos 5778 X 52 = 300.456 sabbaths desde a criação de Adão. Neste raciocínio matemático, Deus está apenas 5.778 / 68.000.000 = 8,5 X 10 ^ -5, ou seja, cerca de 7 primeiros segundos de distância de Deus até a singularidade. Em um artigo, o cientista da Universidade de Waterloo, Daniel Berry, escreveu, que as observações resultantes dos cálculos matemáticos acima, explica a escassez de Deus nos dias de hoje, Deus está descansando e não interromperá o seu descanso por coisas triviais, como atender ao estado que se encontra o universo. Talvez, possamos esperar uma movimentação divina mais ativa em 68.000.000 - 5.778 = 67.994.222 anos a partir de hoje, mas é inevitável afirmar da impossibilidade de verificar tal previsão. O que causou esta força instantânea? Deus proveu? Se observamos Gênesis 1:2, nele está contido a indicação sobre esta força, "A terra era sem forma e vazia; e havia trevas sobre a face do abismo, mas o Espírito / o vento / o poder / A Força de Deus, pairava sobre a face das águas. ". Schroeder, argumenta que a escuridão que encobria e face no fundo do abismo, era um Buraco Negro a 10 ^ -35 segundos e o vento, ou A Força, que estava pairando sobre a face das águas, era a única força inflacionária que forçava a expansão do Buraco Negro, transformando-o em uma bola de plasma. está foi a primeira manifestação da palavra bara - ברא de bereshit - בראשית. Após a força inflacionaria se manifestar, os fótons conseguiram escapar da força gravitacional do antigo Buraco Negro e ressoou na eternidade: "E disse Deus: deixe existir a luz, e a luz passou a existir." Outro evento, que é a origem da vida, é impossível de ser explicado pela ciência. Schroeder, observa que, excede em muito o tempo de 4,5 bilhões de anos da idade do planeta terra, como também os 15 bilhões de anos da idade do universo, para que uma reação química aleatória produzisse uma simple molécula de replicação autônoma. A causa inicial, para a evolução da vida, como é conhecida hoje, de fato, apareceu somente hà 700 milhões de anos após a formação o planeta terra. Em concordância com Gênesis a vida foi criada por Deus, sendo este fato vinculado às quatro menções da palavra bara - ברא de Gênesis 1. De forma clara, o que temos, é que alguma força agitou a termodinâmica das reações química nas águas primitivas e produziu as proteínas e os ácidos nucléicos, ou, seja lá o quê! Ninguém tem esta resposta. Agora, qual a fonte do tempo? Cada dia da criação é enumerado na Torah. Em Gênesis 1:5, está escrito que: "A tarde e a manhã do "dia um". Entretanto, a descrição dos demais dias da criação, foi registrada de forma diferente, em vez de "noite e manhã do "dia dois", como seria de se esperar, o relato se fez seguindo o seguinte formato: "noite e manhã do segundo dia". Com uma forma gramatical diferente, usado somente para o dia um, yom echard, o que também possui o significado um "um único dia". Por que "dia um"? Por que todos os acontecimentos estão sendo analisados a partir da perspectiva de Deus. Ainda não havia um outro dia para iniciar uma sequência. Os comentaristas bíblicos tinha esta questão em alta conta. Rabi Moshe ben Nachman, ou Nachmánides, foi um comentarista bíblico que se aprofundou nos estudos textuais do Talmud, dizer que ele foi um místico em nada denigre a sua imagem, pois, para se alcançar a capacidade de pensar além dos limites do conhecimento, era necessário ser um bom místico. Rabi Moshe ben Nachman, ou Nachmánides, quando descreveu os primeiros segundos do universo em seu Comentário Sobre o Gênesis, poderia ter sido um ótimo cosmólogo, por ter sido o primeiro a cita o Big Bang. Em seu relato, uma erupção cutânea, Rabi Moshe ben Nachman, ou Nachmánides, afirma que, antes do universo, não havia nada, mas, repentinamente, a criação inteira se manifestou como uma minúscula mancha. Era algo muito pequeno, menor do que uma semente de mostarda. Segundo Rabi Moshe ben Nachman, ou Nachmánides, foi a única criação física. Não havia nenhuma outra criação física; Todas as outras criações eram espirituais. Nestas afirmações, podemos entendê-las como uma interpretação da manipulação de Deus nas potencialidades de existência e não na manipulação material. Ele ainda afirma que, "quando algo é formado, o tempo se apodera". O tempo não produzia efeito algum, até que a matéria se formasse a partir do ponto. O tempo já existia antes que a matéria estivesse manifesta, mas não havia nada que pudesse ser envolvida pelo tempo. Porém, quando a matéria se formou, o tempo manifestou em seus efeitos. Esta é uma revelação extraordinária! O relógio de universos, somente iniciou quando a substância original de plasma-energia condensou-se em matéria. A ciência demonstrou que o tempo não passa, quando o plasma puro é utilizado na construção de ondas quânticas de partículas. A energia se propaga na velocidade da luz, e o tempo a esta velocidade se contraem a tempo zero. Entretanto, uma vez que a energia se transforma em matéria, de acordo com E = mc ^ 2, o tempo se inicia com a manifestação de seus efeitos. O universo, estava sofrendo o efeito do tempo e envelhecendo, porém, o tempo somente tornou-se relevante em seus efeitos, quando a matéria foi formada. Durou 1 / 1.000.000 de segundo, o momento do tempo antes do início do relógio bíblico, um único e minúsculo segundo. Entretanto, naquele minúsculo momento de tempo, o universo se expandiu, a partir de uma minúscula medida para o tamanho do nosso Sistema Solar. Foi a partir desse momento, a matéria se formou, e o tempo tinha algo para manifestar os seus efeitos de transformação. Assim, foi quando o tempo passou a ser contado. Rabi Moshe ben Nachman, ou Nachmánides, estava ciente e relatou sobre a natureza física da terra, que ela era uma esfera. Em um de seus relatos, faz a seguinte observação: "Na terra, a noite e a manhã, estão sempre presentes. A cada momento, há na terra, mudanças de lugares de onde é de "manhã" e nos lugares opostos ao de "manhã", designa-se a "tarde"". Mas, um pensamento elevou-se em sua mente, "por que a conta do Gênesis faz menção de "noites" e "manhãs", antes que à terra, o sol e a lua estivessem sidos criados? Além disso, a constituição de um dia não é formado por uma "tarde" e uma "manhã""! Os sacerdotes rabinos de Gênesis 1, sabiam disso. Esta estranha forma de expressão pretendia passar uma mensagem, e Rabi Moshe ben Nachman, ou Nachmánides, cita Onkelos, que, no segundo século DC, conseguiu decifra esta mensagem. No hebraico para a expressão "noite" é erev. A raiz da palavra erev, corresponde a uma palavra que significa "obscuro" ou mesmo "desordenada". A outra expressão utilizada, é "manhã", na língua hebraica é boker, cuja raiz corresponde a outra palavra que significa - adivinhar - "discernível" ou "ordenada". Os textos da Torah nos diz que, "depois de cada dia, o universo progrediu de desordem à ordem". Ou seja, "... e Deus viu tudo o que Ele havia feito, e achou muito bom.". Mas Onkelos, traduziu estra frase como: "Deus viu todas as suas obras e elas estavam em ordem completa.". Porém, há uma questão que ainda não foi respondida pela ciência sobre o universo, que é a quantidade de matéria. Portanto, qual é a história possível no futuro? É de conhecimento que, desde de que o universo iniciou com o Bing Bang, o universo vem em uma taxa de expansão contínua e segundo os cosmólogos, não estaria desacelerando. Então, qual o destino desta expansão? Há três caminho possíveis, nesta equação: 1 - A expansão continua; 2 - Haverá uma desaceleração e uma estabilização; 3 - Haverá uma contração e o retorno à singularidade, ou um Big Crunch. Se o futuro do universo for um Big Crunch, consequentemente poderia haver um outro Big Bang, e seria necessário uma Força, além do que a física conhece, para que o universos se expanda novamente. Se Deus já agiu desta forma uma vez, o que pode impedi-Lo de continuar a fazê-lo no futuro? Como Deus é infinito, não há nenhum problema para Deus, em ter feito isso sempre, ou ter começado uma vez com um primeiro Big Bang, e ter feito alguns, muitos, mas possivelmente apenas um número finito de ciclos. Portanto, podemos retornar à redação de múltiplos começos que discutimos para o primeiro verso de Gênesis. Talvez, em dizer "Em um princípio, Deus criou os céus e à terra", a Torah está dizendo que nossa criação atual era apenas uma das muitas; que, de fato, há um ciclo de expansão e contração, e que Deus fornece a força para fazê-lo funcionar uma e outra tantas vezes, pela Sua Vontade. Talvez o uso de "Em um começo ..." pretendia nos alertar sobre o destino final do universo em que vivemos.
* Para compreensão desta dilatação de tempo, presuma-se que a cada segundo, um pulso de luz pisca no ponto da singularidade inicial, tendo como referência a observação divina. A velocidade da luz, é de cerca de 300 milhões de metros por segundo. Assim, pelo menos inicialmente, os pulsos seriam espaçados a 300 milhões de metros de distância. Desde então, no entanto, o universo vem se expandindo. Esta expansão causa um alongamento do espaço em si, então, a distância entre os pulsos também se espaçam. Uma vez que, a velocidade da luz é constante, o tempo entre os pulsos aumenta até o ponto de que, o que foi um segundo na estrutura de referência divina, é de cerca de trilhões de segundos em relação ao quadro de referência terrena. Os cosmólogos, realizaram esta medição desse índice de expansão e o chamam de "mudança vermelha". Expressar esse índice em dias, nos dá seis trilhões de dias, ou cerca de 16 bilhões de anos. Uma vez que, Adão foi criado em um instante durante o sexto dia, não no seu fim, e por algumas razões técnicas e cosmológicas, os 16 bilhões de anos devem ser reduzidos em um número menos 10%, deixando a idade do universo do ponto de vista da Bíblia, como algo em torno 15 bilhões de anos.
**É importante ressaltar que, cada dia em Gênesis 1, não constitui um sexto do tempo total. Os cinco primeiros dias do Gênesis, até a criação de Adão, não são iguais em duração em nosso quadro de referência. Cada vez que o universo dobra em tamanho, a passagem da metade do tempo quando projetamos esse tempo de volta ao início do universo. A taxa de duplicação, ou seja, a taxa de variação fracionada, é muito rápida no início e diminui com o tempo, simplesmente porque, à medida que o universo aumenta, leva mais e mais tempo para que seu tamanho geral seja duplicado. Por isso, os primeiros cinco dias contêm a maior parte dos 15 milhões de anos.
Vá! Vá agora! Não pare no caminho, o tempo tem pressa!
A vela está acesa, e a chama ainda queima!
¡Vaya! ¡Vaya ahora! No se detenga en el camino, el tiempo tiene prisa!
La vela está encendida, y la llama aún quema!
Go! Go now! Don't stop in the way, the time have hurry!
The candle is lit, and flame still burn!
Fontes: http://www.morasha.com.br, http://kehillatisrael.net, http://www.chabad.org
Bàbá Oju mla Ègbé

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